Na manhã de ontem (04), o administrador do Hospital de Candelária, Aristides Feistler, e a ex-secretária de Saúde do município, Aline Trindade, participaram da sessão para esclarecer a situação do Centro de Otorrinolaringologia que está com os serviços suspensos em Candelária e com a perspectiva de ser transferido para o distrito de Monte Alverne, em Santa Cruz do Sul. O assunto foi amplamente debatido na sessão da última semana, na qual os vereadores pediram explicações ao executivo sobre o porquê da possível perda do serviço em favor daquele distrito. O Centro de Otorrino atendia 13 municípios da 13ª Coordenadoria Regional de Saúde, totalizando cerca de 340 mil usuários. De acordo com o gestor do Hospital, o projeto para a transferência do Centro foi apresentado em reunião da Comissão Intergestores Regionais (CIR), composta por secretários estaduais dos treze municípios que fazem parte da região, tendo sido aprovado pelo grupo. A atual secretária de Saúde do município não teria participado da reunião, de acordo com Aline. Segundo a ex-secretária, quando ocupava o cargo, a solicitação já havia sido pauta em outras reuniões, mas nunca havia sido aprovada, como ocorreu desta vez. Para ela, isso demonstra um problema de gestão na administração municipal que pode causar a perda da especialidade no município. Agora, a questão será pauta em reunião na Comissão Intergestores Bipartite (CIB), no dia 8 de abril, na qual os representantes do Hospital de Candelária pedirão um espaço para fazer a defesa da permanência do serviço no município. Feistler argumentou que o Hospital de Candelária ainda não foi descredenciado do serviço de Otorrino e explicou que o local não está funcionando em função dos constantes atrasos do governo do Estado para pagamento de fornecedores e profissionais. Ao final do mês de dezembro de 2015, os repasses estavam atrasados desde outubro, somente em fevereiro foi colocado em dia o valor referente a outubro. Os atrasos constantes fizeram com que o serviço fosse paralisado, embora o Hospital ainda esteja alugando o prédio, uma vez que alternativas de especialidades estão sendo analisadas para instalação no local. Feistler e Aline pediram a união de esforços dos vereadores para tentar manter o Centro de Otorrino em Candelária. No dia 14 de abril, na Assembleia Legislativa, ocorrerá uma reunião com o Departamento de Assistência Hospitalar e Ambulatorial (DAHA) em defesa das santas casas e hospitais filantrópicos do Rio Grande do Sul, cuja participação dos vereadores foi sugerida por Aline, a fim de mostrar o apoio pela manutenção dos serviços do Hospital e a permanência do Centro de Otorrino em Candelária. Aline ainda pediu diálogo com os deputados da região para que eles auxiliem na continuação do serviço no município. "Acho que agora os senhores vereadores têm junto com a gente a missão de tentar reverter essa situação", destacou.Serão emitidas, em nome da Câmara de Vereadores de Candelária, correspondências para a Coordenadoria Regional de Saúde, Comissão Intergestores Regionais e Comissão Intergestores Bipartite questionando o plano de mudar a referência de Candelária para Monte Alverne e solicitando a permanência do serviço no município. Assim que confirmadas as datas e horário das reuniões nas quais será discutida e defendida a permanência do Centro em Candelária, os vereadores serão informados para que possam acompanhar os representantes do Hospital.