Projeto que buscava extinguir assessores é reprovado
Projeto que buscava extinguir assessores é reprovado
PUBLICADO EM 07/06/2016 - 00:00
Na manhã de ontem (06), durante sessão ordinária, os vereadores reprovaram o projeto nº 010/2016 de autoria do suplente Aristides Feistler, que tinha como objetivo extinguir os cargos de assessores parlamentares através da revogação das leis municipais nº 803/2013 e 313/2008. A justificativa alegada por Feistler seria a redução de despesas do legislativo, uma vez que isso representaria uma redução de aproximadamente R$ 400 mil ao ano no orçamento da Câmara, recurso que poderia ser utilizado em outras áreas no município. O projeto foi reprovado por unanimidade, inclusive pela vereadora Maria de Lurdes Ellwanger, cuja cadeira Feistler ocupou pelo período de um mês em razão de licença da vereadora titular. A maioria dos vereadores justificou seu voto contrário à matéria, esclarecendo a importância dos assessores, que fazem os atendimentos à comunidade quando os vereadores não estão na Câmara, entre outras ações. Para o vereador Celso Gehres, da bancada do PP, os assessores, durante o horário de expediente ou fora dele, muitas vezes acabam fazendo o que seria de responsabilidade do município ou do Estado, como transporte de pacientes dentro e fora de Candelária. Para o vereador Alan Wagner, do PMDB, nesses sete anos e meio em que os assessores parlamentares fazem parte da rotina do legislativo candelariense, eles provaram o quanto são importantes. "Meu assessor traz muitas solicitações, me auxilia nos projetos, a verificar as situações das comunidades. Muitas vezes, fora do horário ele está lá me representando. Os assessores são muito importantes para os vereadores, embora a comunidade enxergue lá de fora que talvez eles não fossem tão necessários aqui dentro", destacou. Já o presidente do legislativo, vereador Paulo Hoffmann (PDT) salientou que os assessores que atuam na Câmara são trabalhadores normais, como os da iniciativa privada. "São pais de família, trabalhadores como quaisquer outros. Estão aqui cumprindo horário, fazendo seu dever. Todos atendem às exigências previstas na lei que regulamenta o cargo", frisou. Além disso, o presidente esclareceu que nunca recebeu reclamações que justificassem a demissão ou extinção dos cargos de assessores parlamentares. O projeto foi reprovado por unanimidade, depois de ter sido protocolado pelo então vereador Aristides Feistler na secretaria legislativa no dia 20 de maio. Depois de apresentado em plenário na sessão de 23 de maio, recebeu pedido de vistas do vereador Paulo Roberto da Silva e tramitou nas comissões até sua votação na última segunda-feira (06).

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