Na noite de ontem (15), o vereador Aristides Feistler tomou posse na Câmara, no lugar da vereadora Lurdes Ellwanger que se encontra em licença para tratamento médico. Aristides, através de juramento, comprometeu-se a cumprir a lei orgânica de Candelária, as leis da União, do estado e do município, bem como exercer seu mandato seguindo o patriotismo, lealdade, honra e o bem comum. No grande expediente, o vereador salientou alguns dados constatados depois de assumir a gestão do hospital e, ainda, frisou que o decreto assinado pelo prefeito Paulo Butzge não é algo pessoal e que um dos grandes objetivos é dar transparência ao que está acontecendo com os serviços do hospital. Disse que a situação da instituição é pior do que a prefeitura imaginava e que existem vários parcelamentos de dívidas - muitos com parcelas em atraso - com a AES SUL, com a Receita Federal, Corsan, Banrisul, Caixa Econômica Federal, empréstimos particulares, INSS e FGTS sem recolhimento, além de dívidas com profissionais e fornecedores. A partir desse levantamento, verificou-se que a dívida, sem atualização, chega ao montante de R$ 5.708.546,00. Segundo o vereador, as dívidas mais urgentes a serem saldadas totalizam R$ 887 mil, que seriam com profissionais, fornecedores, AES SUL e Corsan, valor esse que foi pedido ao secretário Estadual de Saúde Ciro Simoni para poder dar continuidade aos atendimentos do hospital. Os trâmites já foram todos aprovados, somente está sendo aguardada publicação no Diário Oficial do Estado para que seja transferido do Fundo Estadual de Saúde para o Fundo Municipal de Saúde. As irregularidades referentes a alvará sanitário, segundo Aristides, não são referentes à ala para dependência química, existem vários apontamentos da Vigilância Sanitária do Estado, mas que estarão sendo resolvidos a curto ou médio espaço de tempo. Para que seja possível o alvará sanitário, o município assinará junto ao Governo do Estado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), depois disso poderá ser formalizado o contrato com o Estado para o repasse de recursos. Frisou que o objetivo principal é melhorar os serviços de saúde da população de Candelária e agradeceu as manifestações de apoio dos colegas, que desejaram êxito nas ações do vereador frente ao hospital, sempre objetivando a melhoria nos atendimentos a população. Ainda no grande expediente, as demais bancadas fizeram suas considerações:PP - Marco Antonio Larger: Disse que representantes do Sinfucan pediram que o legislativo cobre da prefeitura que a mesma coloque em prática o conselho do sindicato. Salientou, também, que a prefeitura não está cumprindo os prazos para o envio de esclarecimentos solicitados pelo legislativo e que não quer ter que recorrer ao judiciário para obter o que vem sendo solicitado. A vereadora Cristina Rohde, em intervenção, disse que além de não obedecer aos prazos, a prefeitura sequer pede que os mesmos sejam prorrogados, conforme diz o regimento interno da Câmara. Sobre o decreto da prefeitura quanto ao hospital de Candelária, Marco disse que discorda da maneira como foi feito e que não duvida da capacidade e idoneidade da antiga administração do hospital. Solicitou, ainda, que a prefeitura possa fazer algum projeto em benefício ao Recanto da Vida, casa de repouso para idosos na cidade, que, assim como o hospital, também necessita muito da ajuda do município. Celso Gehres: Agradeceu aos serviços prestados pela antiga administração do hospital e pela sua dedicação para ajudar as pessoas. PMDB - Cristiano Cunha: Trouxe o cronograma da secretaria de Obras para esta semana. Disse que duas patrolas estavam na região serrana, realizando serviços nas localidades de Arroio Lindo e Três Pinheiros, e outras duas estavam na localidade de Sanga Funda, de onde realizariam serviços na Picada Escura e Corredor dos Vargas e até o final de semana, se o tempo ajudasse, deveriam realizar reparos na Rebentona. Sobre as respostas ao legislativo, disse que o prefeito estará concentrado nos próximos dias com seus colaboradores no sentido de enviar os esclarecimentos solicitados. Justificou a demora com as demandas urgentes que estavam sendo resolvidas pelo executivo, como transporte escolar, hospital e viagens em busca de recursos. Paulo Roberto da Silva: Pediu que a administração do hospital informe sobre os empréstimos pessoais feitos pela instituição. Alan Wagner: Pediu ao administrador do hospital que seja priorizada a qualidade no atendimento à população e que o mesmo faça com que os horários sejam cumpridos pelos médicos. Citou casos em que esteve no hospital durante o plantão, depois das 19h, e que não havia médicos para atender. Falou também sobre as melhorias nas acomodações, que o dinheiro repassado pelo SUS deve ser utilizado para qualificar os serviços para usuários do SUS.